Cabo Verde está a dar passos firmes para se consolidar como o principal hub tecnológico da África Ocidental. Num evento recente realizado no Parque Tecnológico da Praia, o Governo apresentou as diretrizes da nova Estratégia Nacional de Transição Digital, que coloca a inteligência artificial e a automação de processos no centro da modernização dos serviços públicos do país.
Um salto qualitativo na prestação de serviços
Com esta iniciativa, o país pretende eliminar a burocracia excessiva que historicamente afetou a eficiência do setor público. Plataformas integradas de atendimento ao cidadão, emissão digital de documentos em tempo real e portais de licenciamento empresarial automatizados são algumas das prioridades para os próximos anos. A meta é garantir que qualquer cidadão, esteja em Santo Antão ou na diáspora, consiga aceder aos serviços do Estado com a mesma rapidez e segurança.
Atração de empresas e nómadas digitais
A infraestrutura tecnológica do país tem recebido investimentos significativos, nomeadamente com a chegada de novos cabos submarinos de fibra ótica de alta velocidade e a expansão de ecossistemas de inovação. Este cenário tem atraído startups internacionais e nómadas digitais que veem no arquipélago um ambiente estável, seguro e com excelente conectividade para desenvolver os seus negócios.
Capacitação e retenção de jovens talentos
Para sustentar esta transformação, o Ministério da Educação e as universidades locais estão a reformular os programas académicos, introduzindo cursos avançados de programação, ciência de dados e cibersegurança. O grande desafio passa por capacitar as novas gerações e criar oportunidades locais que evitem a fuga de cérebros, permitindo que os jovens cabo-verdianos trabalhem para o mundo a partir das suas ilhas.
Desafios da inclusão digital
Apesar dos avanços, especialistas alertam para a necessidade de garantir a literacia digital em todas as ilhas e faixas etárias. Para que a transição seja inclusiva, o Governo prometeu reforçar os pontos de acesso gratuito à internet em zonas rurais e promover ações de formação comunitária.